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Na LexLegal, Mateus Puppe analisa julgamento do STF sobre big techs e mudanças nas regras das redes sociais
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou uma das discussões mais relevantes da história da regulação digital brasileira e definiu um novo marco para a atuação das plataformas de internet no país. A Corte aprovou a tese final que amplia a responsabilidade civil de empresas como redes sociais, plataformas de vídeo, aplicativos de compartilhamento de conteúdo e serviços digitais por publicações ilegais feitas por seus usuários.
O custo que o Brasil paga por gastar o que não tem
Na quarta-feira, 17 de junho de 2026, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) anuncia sua decisão sobre a taxa básica de juros - a Selic, atualmente fixada em 14,50% ao ano. O que deveria ser uma reunião de rotina tornou-se, nas últimas semanas, um dos eventos mais tensos do calendário econômico nacional.
A expectativa majoritária do mercado continua sendo um novo corte de 0,25 ponto percentual, que levaria a Selic a 14,25% ao ano. Contudo, a piora expressiva das perspectivas inflacionárias e a deterioração do cenário fiscal abriram espaço real para uma surpresa: a manutenção da taxa, encerrando prematuramente o ciclo de afrouxamento.
STF determina prosseguimento dos processos judiciais envolvendo PJs
Em 18/06, o ministro Gilmar Mendes decidiu destravar a tramitação de parte das ações que estavam suspensas em razão da decisão anterior relacionada ao Tema 1389.
Em abril de 2025, o ministro havia determinado a suspensão nacional dos processos que discutem a legalidade da contratação de trabalhadores por meio de pessoas jurídicas, prática conhecida como “pejotização”. A medida foi adotada após o STF reconhecer a repercussão geral da matéria no Tema 1389, o que significa que a futura decisão da Corte deverá servir de orientação para casos semelhantes em todo o país.
Mediação ganha espaço e pode acelerar soluções para empresas em crise financeira
O uso da mediação em processos de insolvência e recuperação judicial vem crescendo de forma significativa no Brasil. Segundo reportagem publicada pelo Valor Econômico em 26 de maio de 2026, ao menos 195 empresas já recorreram à mediação desde 2020, envolvendo passivos que somam aproximadamente R$ 38,9 bilhões. O movimento acompanha uma tendência do Poder Judiciário e do mercado de buscar soluções mais rápidas, menos litigiosas e financeiramente mais eficientes para conflitos empresariais complexos.
CNJ e bancos firmam cooperação para ampliar eficiência em bloqueios judiciais
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmou, em maio de 2026, um acordo com cinco instituições financeiras para implementar novas regras operacionais no Sisbajud, sistema utilizado pelo Poder Judiciário para bloqueio de ativos financeiros em processos judiciais. Entre as principais mudanças, está a possibilidade de transmissão de ordens de bloqueio duas vezes ao dia, permitindo que contas bancárias de devedores sejam atingidas no mesmo dia útil da decisão judicial, além da ampliação do período de monitoramento das contas.
STJ reforça limites à desconsideração da personalidade jurídica
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) fixou recentemente uma importante tese no Tema Repetitivo 1.210, reforçando que a desconsideração da personalidade jurídica não pode ser aplicada de forma automática apenas porque a empresa não possui bens para quitar suas dívidas ou encerrou suas atividades de forma irregular. A decisão consolida o entendimento de que, nas relações de direito civil e empresarial, é indispensável a comprovação efetiva de abuso da personalidade jurídica, caracterizado por desvio de finalidade ou confusão patrimonial.
Holding imobiliária no lucro presumido: economia fiscal ou risco milionário?
O recente Acórdão nº 1302-007.901 do CARF recolocou em evidência uma discussão relevante para holdings patrimoniais e empresas imobiliárias: a venda de imóveis por sociedades optantes pelo lucro presumido deve ser tributada como receita operacional ou como ganho de capital?
Nova decisão do STJ reduz riscos de responsabilização patrimonial de sócios
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu uma decisão com potencial de reduzir significativamente a insegurança jurídica enfrentada por sócios e administradores de empresas em processos de cobrança e execução. A Corte reforçou que a mera inexistência de bens da empresa ou o encerramento irregular de suas atividades não autorizam, por si sós, o bloqueio do patrimônio pessoal dos sócios. Para que haja a chamada desconsideração da personalidade jurídica, continua sendo indispensável a demonstração efetiva de abuso da personalidade jurídica, caracterizado por desvio de finalidade ou confusão patrimonial, conforme prevê o artigo 50 do Código Civil.
Receita Federal indica que não aplicará multas em 2026 por falhas no destaque do IBS e da CBS em notas fiscais
A Receita Federal sinalizou que adotará uma postura orientadora durante o ano de testes da reforma tributária, especialmente quanto à indicação do IBS e da CBS nas notas fiscais em 2026.
Prefeitura de São Paulo reabre programa para regularização de débitos inscritos em Dívida Ativa
A Prefeitura de São Paulo reabriu o Programa #FiqueEmDia, que permite a regularização de débitos inscritos em Dívida Ativa municipal com descontos que podem chegar a 95% sobre juros e multas para pagamento à vista.
A reforma esquecida: como o IVA dual pode multiplicar o contencioso que se prometeu reduzir
O Supremo Tribunal Federal informa que irá coordenar o debate acerca do tratamento dos litígios envolvendo IBS e CBS expondo, sem rodeios, uma falha estrutural da reforma tributária. Enquanto se celebrou a unificação dos tributos sobre o consumo, ninguém parou para perguntar o óbvio: quem, afinal, vai julgar as disputas sobre esses dois novos tributos, projetados para funcionar de forma gêmea, mas alocados em ramos distintos do Poder Judiciário?
STJ: creditamento de PIS/Cofins sobre insumos adquiridos sem tributação
A 2ª Turma do STJ, no REsp nº 2.165.276/RS, reconheceu o direito ao creditamento de PIS/Cofins sobre insumo adquirido sob regime de suspensão (no caso, soja em grão, art. 29 da Lei 12.865/13), afastando a tese fazendária de que a ausência de recolhimento na entrada impediria a apuração de crédito. O critério decisivo não é o pagamento na aquisição, mas a tributação na saída: havendo incidência das contribuições na etapa subsequente, o crédito é devido, sob pena de violação à não cumulatividade. Determinou-se, ainda, a correção dos créditos pela taxa Selic, desde a data em que poderiam ter sido utilizados.
STF leva ao plenário físico a incidência de PIS e Cofins sobre atos de cooperativas com terceiros
O ministro Gilmar Mendes pediu destaque e retirou do plenário virtual o julgamento do Tema 536, que discute a incidência de PIS, Cofins e CSLL sobre os atos praticados por cooperativas prestadoras de serviços com terceiros não associados. Com o destaque, o placar formado no ambiente virtual foi zerado, reiniciando-se o julgamento no plenário físico, preservando-se apenas o voto do relator, ministro Luís Roberto Barroso (atualmente aposentado).
STJ retoma julgamento sobre a modulação no caso do “teto” do Sistema S
Nesta quarta-feira (3/6), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve retomar a análise da modulação dos efeitos da decisão que afastou o limite de 20 salários-mínimos como base de cálculo das contribuições ao Sistema S.
TST altera entendimento sobre estabilidade da gestante em contratos temporários
O Pleno do Tribunal Superior do Trabalho decidiu alterar seu entendimento jurisprudencial para reconhecer o direito à estabilidade provisória da gestante também nos contratos de trabalho temporário regidos pela Lei nº 6.019/1974.
A Fantasia da discussão da escala 6x1. O Brasil quer trabalhar menos sem nunca ter aprendido a trabalhar melhor
Enquanto o mundo automatiza, robotiza e se reinventa, o Brasil debate se deve trabalhar menos um dia por semana. A resposta mais honesta para essa pergunta passa por dados que ninguém quer enfrentar.
Renegociação de dívidas rurais avança no Congresso e pode aliviar crise do agro
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou, em 27 de maio de 2026, o Projeto de Lei nº 5.122/2023, que cria um programa de renegociação de dívidas rurais. A proposta avançou mesmo sem consenso com o Ministério da Fazenda e agora seguirá para votação no Plenário do Senado, antes de retornar à Câmara dos Deputados.
NR-1 entra em vigor e amplia obrigações das empresas em saúde mental e gestão de riscos
Entrou em vigor na terça-feira, 26/05/2026, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que amplia as obrigações das empresas relacionadas ao gerenciamento de riscos ocupacionais, incluindo expressamente os riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
Na BM&C News, Bianca Dias de Andrade analisa as novas regras para empresas sobre saúde mental no trabalho
A nova fase da Norma Regulamentadora nº 1, a NR-1, começa a valer nesta terça-feira (26) e amplia as obrigações das empresas brasileiras em relação à gestão de riscos no ambiente de trabalho. A partir de agora, fatores como sobrecarga, assédio moral, pressão excessiva e jornadas exaustivas, passam a integrar de forma mais direta o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Preenchimento dos campos IBS e CBS nos documentos fiscais será obrigatório a partir de agosto/2026
A implementação operacional da Reforma Tributária do Consumo acaba de entrar em uma nova fase crítica para as empresas brasileiras. A publicação da NT-IBSCBS-2026 consolida um marco que tende a impactar diretamente faturamento, emissão fiscal, compliance tributário e continuidade operacional: a obrigatoriedade técnica do preenchimento dos campos IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos a partir de 03 de agosto de 2026.
Lista que continuarão a ser tributados pelo IPI deverá ser publicada pelo Governo
A possível publicação, pelo governo federal, da lista de produtos que continuarão sujeitos ao IPI marca uma etapa sensível da transição da reforma tributária. Embora o novo sistema caminhe para substituir tributos sobre o consumo por CBS, IBS e Imposto Seletivo, o IPI não desaparecerá por completo de imediato.
STJ estabelece limites para cláusulas em plano de Recuperação Judicial
A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que é válida a cláusula de plano de recuperação judicial que limita créditos trabalhistas a 150 salários-mínimos, desde que exista previsão expressa no plano proposto aos credores e aprovação pela classe de credores trabalhistas. Por outro lado, o Tribunal considerou inválida a chamada cláusula de “período de cura”, mecanismo utilizado para conceder prazo adicional à empresa antes da decretação da falência em caso de descumprimento das obrigações contidas no plano aprovado.
INSS anuncia sistema para consulta de afastamentos pelo empregador a partir de 15 de maio
A recente iniciativa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de lançar o sistema “INSS Empresa” marca um avanço relevante na relação entre empregadores e a gestão de afastamentos previdenciários.
Ativos de empresas em crise: por que investidores estão olhando para este mercado?
Recentemente, Donald Trump sinalizou a possibilidade de apoiar financeiramente a Spirit Airlines, que enfrenta um novo processo de insolvência. A proposta envolveria um aporte de cerca de US$ 2,5 bilhões para manter a operação, preservar empregos e permitir a retomada das atividades.
Receita Federal amplia uso de prejuízo fiscal e base negativa da CSLL em transações tributárias
A Receita Federal publicou a Portaria RFB nº 676/2026, alterando as regras aplicáveis às transações tributárias no âmbito administrativo fiscal. A nova norma passa a permitir expressamente que créditos decorrentes de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da CSLL sejam utilizados não apenas para amortizar multas, juros e encargos legais, mas também o valor principal do crédito tributário transacionado.
Adicional de Periculosidade para Motociclistas: obrigatório a partir de abril de 2026
A partir de 03 de abril de 2026, entrou em vigor a regulamentação que tornou obrigatório o pagamento do adicional de periculosidade de 30% aos trabalhadores celetistas que utilizam motocicleta como ferramenta habitual de trabalho. A medida decorre da Portaria MTE nº 2.021/2025, que regulamentou o art. 193, §4º, da CLT e incluiu a atividade no Anexo V da NR-16.
Decreto da CBS: riscos, oportunidades e o que sua empresa precisa fazer agora
O Decreto nº 12.955/2026, publicado em 30 de abril de 2026, representa um dos marcos operacionais mais relevantes da reforma tributária brasileira ao regulamentar a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), instituída pela Lei Complementar nº 214/2025. Trata-se de um avanço significativo na consolidação do novo modelo de tributação sobre o consumo, com impactos diretos na estrutura de custos, precificação, compliance e governança tributária das empresas.
Devedores contumazes: Receita Federal iniciou as notificações ainda em abril — sua empresa precisa agir agora
A partir deste mês, a Receita Federal deve deflagrar a notificação formal de contribuintes enquadrados como devedores contumazes. O prazo para resposta é de apenas 30 dias. Empresas que permanecerem inertes terão o CNPJ considerado inapto.
Reforma Tributária Acende Alerta: Empresas Correm Risco de Perder Valor com Créditos de ICMS
O sistema de ICMS sempre conviveu com uma distorção estrutural. Embora a Constituição assegure a não cumulatividade, na prática milhares de empresas acumulam créditos que não conseguem utilizar ou recuperar. Esse fenômeno ganha ainda mais relevância com a reforma tributária, que prevê a extinção gradual do imposto até 2033 e sua substituição pelo IBS.
Simples Nacional na Reforma Tributária: novos prazos e decisões estratégicas para 2027
A Resolução CGSN nº 186/2026 trouxe definições objetivas sobre os prazos e condições para a opção pelo Simples Nacional no ano-calendário de 2027, já considerando o novo contexto da reforma tributária do consumo. A principal mudança está na antecipação do período de opção, que deverá ocorrer entre 1º e 30 de setembro de 2026, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. Trata-se de uma alteração relevante em relação à sistemática tradicional, exigindo que empresas se organizem com maior antecedência para tomada de decisão.